A crise do “sentido da vida”: quando o sucesso não basta e a angústia aparece

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Você alcançou seus objetivos, tem uma vida estável, mas sente um vazio? Essa sensação, comum em momentos de transição, revela uma busca profunda: a do sentido da vida. A psicanálise nos oferece ferramentas para compreender essa crise e encontrar um caminho autêntico.

O executivo e a busca por significado

Imagine um executivo bem-sucedido, diante de uma decisão crucial em sua carreira. Ele questiona suas escolhas, seu trabalho, sua felicidade. Essa angústia, familiar a muitos, surge quando percebemos que o sucesso material não preenche o vazio interior. É a busca por um sentido que transcenda o superficial.

Viktor Frankl e a vontade de sentido

Viktor Frankl, em sua obra “Em Busca de Sentido”, demonstra que a vontade de sentido é a principal força motivadora do ser humano. Mesmo em situações extremas, como a de um campo de concentração, encontrar um propósito – por menor que seja – pode nos dar a força para seguir em frente.

O ideal do Eu e a armadilha da perfeição

Freud nos alertou sobre o “ideal do eu”, uma imagem idealizada que construímos de nós mesmos. Quando essa imagem se distancia da realidade, surge a angústia. Sentimos que não somos bons o suficiente, que não correspondemos às expectativas – nossas e dos outros.

Narcisismo: entre o amor-próprio e a soberba

O narcisismo, conceito central na psicanálise, nos ajuda a entender a nossa relação com o amor-próprio. O narcisismo primário, a sensação de sermos o centro do universo na infância, precisa ser equilibrado com a humildade. O medo de ser arrogante, como o do executivo do nosso exemplo, pode ser um sinal desse conflito.

A “hibris” e o excesso

A filosofia grega nos adverte sobre a “hibris”, o excesso de orgulho que leva à punição divina. Prometeu, ao roubar o fogo dos deuses, é castigado. Essa metáfora nos lembra da importância de equilibrar nossas ambições com a humildade, reconhecendo nossos limites.

O ócio criativo e a descoberta de si

Em um mundo acelerado, o “ócio criativo” é um refúgio. É o tempo para se reconectar consigo mesmo, livre de pressões e expectativas. Como disse Lacan, “O desejo é o desejo do Outro”. Ao nos libertarmos do que os outros esperam de nós, podemos descobrir novas paixões e um sentido único para nossa vida.

Conclusão

A crise existencial pode ser um convite para uma jornada de autoconhecimento. A psicanálise nos oferece ferramentas para compreender nossas angústias e encontrar um sentido autêntico para a vida. Não se trata de buscar respostas prontas, mas de construir um caminho baseado em nossos valores e desejos. Se você se identifica com essa busca, procure um profissional qualificado. A terapia pode ser um espaço seguro para explorar suas questões e encontrar seu próprio caminho.

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